TRE tenta barrar Lindberg e ameaça prender Jandira Feghali em ato do PCdoB
26/6/2014 22:19
Correio do Brasil - Por Redação - do Rio de Janeiro
Jandira Feghali tomou conhecimento de que o TSE teria pedido sua prisão
Pouco antes do início do Ato de Lançamento da Frente Popular, às 19h
desta quinta-feira, no espaço Via Show, em São João de Meriti, dezenas
de agentes do Tribunal Regional Eleitoral do RJ cercaram o local com
intuito de impedir, sem sucesso, a entrada de militantes do PCdoB, PSB,
PT e PV. Chegou ao conhecimento dos militantes na Convenção Estadual do
PCdoB que se tratava de uma ação movida por integrantes do PMDB, o que
gerou imediata reação dos mais de 5 mil presentes que conseguiram lotar
os principais espaços da casa de show, na Baixada Fluminense. Quem ficou
de fora tentou entrar e os agentes da Justiça Eleitoral pediram o
reforço da PM, que conteve a multidão com gás de pimenta. Na mesa diretora do encontro, a deputada Jandira Feghali pediu
a quem já estava no recinto para ali permanecer, “para não piorar ainda
mais a situação lá fora”, disse. Em seu discurso ao público, que
atendeu ao pedido da parlamentar do PCdoB e se manteve firme no local, o
candidato pela Frente Popular ao governo do Estado do Rio de Janeiro,
Lindberg Farias, não poupou críticas aos adversários do PMDB. – Soube aqui, por nossos advogados, que foi pedida a prisão da nossa companheira Jandira
Feghali. Creio que a juíza responsável por essa ordem desconhece que a
deputada tem imunidade parlamentar. Mas, se ainda assim quiserem prender
a Jandira, vão ter que prender todos nós. Por aí é possível perceber o
nível em que transcorrerá a campanha eleitoral – lamentou o candidato. Com a presença de Romário, candidato ao Senado,
o ato de lançamento da Frente Popular também reuniu dezenas de
deputados estaduais e federais da frente para marcando a unidade por
mudanças profundas no Estado do Rio. O ato encerrou a Convenção
Eleitoral do PCdoB, que começou às 14h no mesmo local. Segundo o advogado da Frente Popular Raoni Vita, o TRE/RJ alegou que o ato configurava campanha eleitoral antecipada. – Queriam conferir, um a um, os nomes das pessoas presentes ao ato
político, o que gerou todo o tumulto e colocou em risco a integridade
física de quem, com todo o direito, queria participar da convenção
partidária – afirmou Vita. A deputada Jandira Feghali, presidenta estadual interina do PCdoB em
substituição ao presidente, João Batista Lemos, afirmou que o Partido
poderia “ter uma atitude burocrática, mas não, nós optamos pela solução
política porque não há base legal nenhuma para o que o TRE está
fazendo”. Candidata à reeleição, Jandira também lembrou que,
recentemente, o atual governador, Luiz Fernando Pezão, reuniu mais de 60
prefeitos na convenção do seu partido e o TRE não se manifestou. – Isso é uma agressão política. A guerra política já começou. O ato vai acontecer de qualquer jeito – afirmou. O clima seguiu tenso dentro e fora do Via Show até o final do ato
político, devido à ameaça do TRE de cortar o som e apreender todos os
equipamentos caso o ato continuasse. A ameaça não se concretizou. Ainda
que o som fosse desligado, segundo Feghali, o encontro iria acontecer
“de qualquer jeito, nem que seja no gogó. Lindberg e Romário já estão
aqui e vamos seguir em frente”, concluiu.
O acordo que pôs lado a lado no Rio o PSB, que tem como candidato à Presidência o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), e o PT, que atuará pela reeleição de Dilma Rousseff (PT), vem recebendo críticas e provocado desentendimento entre os socialistas do Estado.
Com a aliança na chapa que reúne o senador Lindbergh Farias (PT) para governador e Romário (PSB) para o Senado, Dilma perdeu o palanque exclusivo que teria de seu próprio partido –e o PSB, de Campos, um pouco do discurso veemente em nome do sentimento de mudança que norteia a campanha do ex-governador pernambucano.
A oficialização da coligação entre PSB e PT no Rio tem como adversário explícito o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB). Em seu blog, o deputado publicou um texto duro com a direção regional do partido em que questiona as motivações da própria sigla e do PT em firmar parceria local no momentoem que, cada vez mais, os dois partidos estão distantes em sua concepção de país.
“Nada contra o senador, pessoalmente. Mas perdoem-me o recurso ao chulo: isso não seria uma coligação mas uma suruba! Não tenho condições de apoiá-la por uma razão muito simples e cristalina: sou crítico ao governo do PT. Passei os quatro anos de mandato criticando o governo Dilma, de forma respeitosa porém firme, e venho propugnando uma alternância nessas eleições. Não posso agora aparecer coligado ao PT utilizando do seu quociente eleitoral para me reeleger! Não preciso fazer grandes consultas para saber que muitos dentre meus eleitores não concordariam com esse tipo de comportamento político. Não sou avesso a uma certa dose de pragmatismo mas aí já é demais é dose cavalar”, escreveu Sirkis.
Por liberdade para professar as propostas de Eduardo para o país, Sirkis defende uma candidatura própria independentemente de nome. Algum candidato de última hora pode até surgir na convenção do PSB fluminense deste sábado (21), mas as chances de reversão do apoio a Lindbergh são praticamente nulas.
“Uma coligação ‘orgiástica’ conforme a proposta semeia confusão e suspeita. Por que haveria o PT de aceitar esse estranho ‘palanque duplo’ entre situação a oposição? Uma coisa seria um palanque duplo oposicionista como o de Gabeira em 2010 com Marina e Serra. Mas um palanque duplo de situação com oposição? Quais os acordos por trás disso? Por que razão o PT consentiria? Existirá, por acaso, algo envolvendo segundo turno?”, prosseguiu o deputado, no blog.
O presidente regional do PT, Washington Quaquá, ainda acredita que Sirkis possa, mais tarde, rever sua posição e agregar apoio à parceria. Já no PSB, o deputado federal Glauber Braga (PSB) nega que haja alguma projeção de segundo turno no acordo regional. “Nossa candidatura presidencial é pra vencer as eleições. Não existe plano B. Só tem A, com Eduardo Campos”, disse Braga.
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sábado, 7 de junho de 2014
Pelo Facebook, Marina Silva declara que Rede não seguirá aliança do PSB com PSDB
PSB anuncia apoio a chapa de Alckmin e Marina considera aliança um 'equívoco'
A pré-candidata a vice-presidente da República pelo PSB, Marina Silva, usou as redes sociais para afirmar neste sábado (7/6) que considera um "equívoco" o diretório do partido em São Paulo dar apoio ao projeto político do PSDB para as eleições. Marina estava se referindo à votação dos membros do diretório do PSB em São Paulo que aprovaram nesta sexta-feira (6) o indicativo de coligação do partido com o PSDB, que deve tentar a reeleição de Geraldo Alckmin para o governo do estado, além da candidatura do presidente estadual do PSB, deputado federal Márcio França, como vice de Alckmin.
No seu perfil do Facebook, Marina se posicionou contra a decisão do partido. “Juntamente com todos os integrantes da Rede Sustentabilidade, discordo da indicação aprovada ontem na reunião do diretório estadual do PSB de São Paulo de apoiar o projeto político do PSDB. Para nós, isso é um equívoco”, diz o texto. Marina ainda destaca que o PSB, partido no qual ela se aliou por não ter conseguido fundar a Rede Sustentabilidade e tem Eduardo Campos como candidato à Presidência, tem que optar por uma independência no estado, com candidatura própria. "Desde já, deixamos clara nossa posição de que, caso essa indicação não seja revertida, seguiremos caminho próprio e independente em São Paulo", afirmou através da nota.
Marina Silva se posiciona contra decisão do PSB através das redes sociais
Veja a nota completa divulgada no Facebook:
"Juntamente com todos os integrantes da Rede Sustentabilidade, discordo da indicação aprovada ontem na reunião do diretório estadual do PSB de São Paulo de apoiar o projeto político do PSDB. Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual.A Rede Sustentabilidade não seguirá essa indicação. Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB, e que proporcione apoio efetivo à candidatura de Eduardo Campos, que demonstre uma nova forma de fazer política e, principalmente, que represente os ideais de democracia e sustentabilidade expressos no programa de nossa Aliança.Esperamos que os companheiros do PSB, em sua convenção estadual, não levem adiante essa proposta. Nesse sentido, manteremos o diálogo aberto e respeitoso. Mas, desde já, deixamos clara nossa posição de que, caso essa indicação não seja revertida, seguiremos caminho próprio e independente em São Paulo. A nova força política que emerge no Brasil, interpretando o desejo de mudança tantas vezes manifestado por milhões de pessoas, encontrará também em São Paulo sua legítima expressão".
A presidente Dilma Rousseff começou de forma descontraída o seu discurso durante o Encontro Estadual do PT em Minas Gerais, que acontece nesta sexta-feira, 30, em Belo Horizonte e sela a candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel ao governo estadual. "Os tucanos vão pro beleléu, chegou o Pimentel", disse, junto com a militância petista.
Dilma aproveitou o evento para exaltar sua ligação com Pimentel e disse que "tem muito em comum" com o ex-ministro. "Tenho em comum com o Pimentel as lutas, as utopias, a esperança e o trabalho conjunto e todo o nosso esforço para construir um País melhor", disse. Segundo Dilma, o ex-ministro não é daqueles que vira as costas para as suas origens. "Conheço e confio no Pimentel e tenho certeza do que o povo de Minas também."
A presidente destacou que a disputa eleitoral não vai ser fácil e vai ser "um ano de luta, vai ser um ano de disputa de ideia". "Com nossa experiência acumulada e com toda força que acumulamos nesse período, vamos enfrentar tudo que temos pela frente", afirmou.
Além de Dilma e Pimentel, estão presentes no evento o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e diversas outras lideranças do partido.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
No Rio, Cabral lucra com ou sem o PDT na chapa de Pezão
Por Brasil Econômico- Gilberto Nascimento |
Pezão quer se aliar aos pedetistas para ampliar o seu tempo na TV. Mas há uma avaliação entre peemedebistas de que a ida do PDT para os braços petistas não seja tão mau negócio assim
O PDT sonha com a vaga de vice do candidato a governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB). O diretório regional do partido sinalizou essa preferência, mas não descartou uma aliança com o candidato petista, senador Lindbergh Farias. As conversas prosseguem. Pezão quer a todo custo se aliar aos pedetistas para ampliar o seu tempo na televisão. Mas há uma avaliação entre peemedebistas de que a ida do PDT para os braços petistas não seja tão mau negócio assim. Como o PT já prometeu a vaga de vice ao PV, os pedetistas - se essa união com Lindbergh vier a ser confirmada -, indicariam o nome ao Senado na chapa. A vaga seria destinada ao próprio presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Essa composição agradaria ao ex-governador Sergio Cabral, candidato ao Senado. Alguns peemedebistas creem que seria mais fácil ele enfrentar Lupi do que a deputada Jandira Feghali (PCdoB), a princípio a candidata ao Senado na chapa petista. Jandira é a indicada, mas preferiria concorrer à Câmara. Para a eventual entrada na chapa do PMDB, o PDT indicou como vice o deputado estadual de Niteroi Felipe Peixoto. A vaga de vice de Pezão, no entanto, é disputada por vários outros partidos, como o PP de Francisco Dorneles e o PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. A preferência pelo PDT é vista dentro do PMDB como um desejo pessoal de Pezão. Outros setores do partido preferem Dorneles, com o argumento de que ele abriu mão de disputar a reeleição em favor do apoio a Cabral. Dirigentes pedetistas argumentam que, apesar de o partido ter sinalizado que prefere caminhar com o PMDB, a decisão ainda depende de “acertos programáticos”. PP próximo de apoio ao PT em São Paulo O PP de São Paulo pretende anunciar no começo da próxima semana o apoio à candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao Palácio dos Bandeirantes. Favorece o acordo a boa relação entre os partidos no nível federal e na prefeitura da capital paulista. O PP, no entanto, também está na gestão do tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. Padilha destaca a importância do PP em sua chapa, inclusive por causa do ministério que controla no governo Dilma, o das Cidades, encarregado de temas como a mobilidade urbana. Os pepistas não estão exigindo a participação na disputa majoritária, o que mantém aberta a vaga de vice na coligação. Pró-argentino O secretário-geral do PP paulista, Jesse Ribeiro, teve uma semana de negociações intensas. Além de discutir a coligação com o PT, tratou da contratação do técnico Ricardo Gareca pelo Palmeiras. Vice-presidente do clube, ele era um dos defensores da escolha do argentino, que foi contratado. Um erro cinematográfico O polêmico filme "Amor Estranho Amor", estrelado pela apresentadora Xuxa em 1982, foi dirigido pelo cineasta paulista Walter Hugo Khouri. Ontem, esta coluna o atribuiu equivocadamente a Carlos Reichenbach. Há anos, Xuxa tem conseguido na Justiça impedir a distribuição oficial do filme, o que aumenta a desinformação sobre seu conteúdo, muitas vezes tratado falsamente como pornográfico. Cajuína adoça relações entre petista e líder tucano O senador Wellington Dias (PT-PI) prometeu e cumpriu: presenteou cada senador com uma garrafinha de cajuína e castanhas piauienses para comemorar o reconhecimento da bebida como patrimônio cultural. Em meio aos debates acalorados, a cajuina foi capaz de selar momentos de paz com a oposição, como um brinde feito com o líder do PSDB, Aloysio Nunes (SP). “Eu quero dizer à senhora que, onde quer que esteja no futuro, quando deixar o seu ou os seus governos, terá para sempre um admirador, que reconhecerá o seu gesto por Goiás”, Marconi Perillo, governador de Goiás (PSDB), a Dilma, ao agradecer obra no Estado. *Com Leonardo Fuhrmann
Com cinco chapas confirmadas para as eleições majoritárias no Rio
Grande do Sul, 11 dos 15 nomes que disputarão os cargos de governador,
vice-governador e senador já estão definidos. Como restam poucas peças
indecisas no tabuleiro, as nominatas e alianças partidárias devem estar
completas nos próximos dias, antes do período destinado às convenções de
oficialização das candidaturas, entre 10 e 30 de junho.
Leia mais AGU critica lei que limita debate entre candidatos Rejeição ao voto obrigatório atinge 61% no Brasil A chapa encabeçada pelo PT está com as três vagas no pleito
majoritário preenchidas. O governador Tarso Genro, candidato à
reeleição, será acompanhado por um vice do PTB. A sigla deve confirmar nos próximos dias o nome do deputado estadual
Luis Augusto Lara, que chegou a apresentar algumas restrições à
indicação, atitude interpretada por correligionários como uma tentativa
de "valorizar o passe". Para o Senado, Emília Fernandes foi indicada
pelo PC do B, aliado de Tarso desde 2010. Do lado peemedebista, já é considerada certa a adesão do PSD, que,
até o momento, sinalizava com a possibilidade de lançar o empresário
José Paulo Cairoli ao Piratini. O ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo
Sartori (PMDB) será o candidato ao governo estadual, tendo Cairoli,
ex-presidente da Federasul, como possível vice. A coligação terá o
deputado federal Beto Albuquerque (PSB) disputando a cadeira de senador. Assim como o PMDB, as outras três chapas têm uma vaga aberta cada. A
senadora Ana Amélia Lemos (PP) confirmou o Solidariedade e o PSDB como
principais apoiadores. Embora o PP fale em postergar as decisões para
não fechar portas a novos aliados, está consolidada a indicação do
deputado estadual Cassiá Carpes (Solidariedade) para o posto de vice. O PP convidou o deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB) para
ser o candidato ao Senado. Ele ainda não respondeu, mas está inclinado a
aceitar. Apoiados pelo DEM, o deputado Vieira da Cunha e o comunicador Lasier
Martins concorrerão pelo PDT, respectivamente, ao Piratini e ao Senado,
restando o cargo de vice em aberto. O posto poderá ser preenchido pelo
PSC, com a indicação de Flávio José Gomes, vice-presidente da
Fecomércio. A candidatura mais à esquerda será encabeçada pelo professor
Roberto Robaina (PSOL). A sigla ainda negocia o ingresso do PCB, que
indicaria o vice. Para o Senado, está confirmado o nome do professor
Júlio Flores (PSTU). Candidatos começam a definir equipes Com a composição das chapas majoritárias encaminhadas, os candidatos
ao Palácio Piratini e ao Senado analisam a formação dos núcleos
estratégicos de campanha.A equipe com mais nomes definidos até agora é a
de Tarso Genro. O presidente do PT estadual, Ary Vanazzi, será o
coordenador-geral da candidatura do governador à reeleição e também da
campanha da presidente Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul. No início de junho, pelo menos três secretários de Estado do PT
deixarão o governo para se dedicarem à eleição: Carlos Pestana (Casa
Civil) será o coordenador executivo da campanha, Marcelo Danéris
(Conselhão) comandará a equipe do plano de governo e João Ferrer
(Comunicação) estará à frente do time de assessoria de imprensa, redes
sociais e propagandas de TV e rádio. Já o prefeito de Canoas, Jairo
Jorge, será o coordenador da candidatura de Tarso na Região
Metropolitana. Presidente estadual do PP, Celso Bernardi afirma que as indicações
para a cúpula que conduzirá a campanha de Ana Amélia Lemos serão
debatidas após o lançamento oficial da candidatura. Nos bastidores, é
considerada certa a nomeação de Marco Aurélio Ferreira para a
coordenação geral. Vinculado ao PP de Ijuí, Ferreira é chefe de gabinete
da senadora. No PMDB, o ex-deputado Ibsen Pinheiro, que conduziu as negociações de
alianças, deverá assumir papel de mentor político. As outras funções
seguem indefinidas. Vieira da Cunha (PDT) recrutou Enilto José dos Santos,
ex-superintendente-geral da Assembleia, para ser o coordenador de
campanha. No time de Roberto Robaina (PSOL), um dos nomes mais cotados é
o do vereador Pedro Ruas. OS CANDIDATOS Ana Amélia Lemos - Com a confirmação dos apoios de PSDB e Solidariedade, o PP ainda tenta fechar com PV e PSC. - Para confirmar o apoio do PSC, teria de ser aberto espaço para a
sigla indicar o candidato ao Senado, mas o PP já convidou Nelson
Marchezan Júnior (PSDB). Ana Amélia ainda teria de abrir o palanque ao
presidenciável Pastor Everaldo (PSC). - A chapa será lançada no dia 24, com a presença de Aécio Neves
(PSDB) e do presidente nacional do Solidariedade, Paulo Pereira da
Silva. José Ivo Sartori (PMDB) - O PMDB deverá confirmar o apoio de PSB, PSD e PPS. Quatro
siglas que se uniram ao PSD em bloco deverão ser agregadas: PSDC, PT do
B, PHS e PSL. - Há negociação com o PRB. A sigla está mais propensa a apoiar
Tarso, mas existe dificuldade para fechar uma aliança para a eleição
proporcional com os demais parceiros do PT. - A convenção está marcada para 29 de junho. Um evento de
lançamento da candidatura, com a presença de Eduardo Campos e Marina
Silva, ambos do PSB, está sendo organizado. Roberto Robaina (PSOL) - A vaga de vice da chapa poderá ser destinada ao PCB, mas os
comunistas ameaçam lançar candidato ao Piratini. O aliado confirmado até
o momento é o PSTU. - A aliança entre PSOL, PSTU e, possivelmente, PCB será chamada
de Frente de Esquerda. A ex-deputada Luciana Genro (PSOL) será candidata
a vice na chapa de Randolfe Rodrigues. - A data da convenção e lançamento das candidaturas não está marcada, mas deverá ser na segunda quinzena de junho. Tarso Genro - Além de PTB e PC do B, Tarso deverá contar com PR, PPL e PTC. - O PRB condiciona a sua participação à confirmação de uma
aliança com PTB e PC do B nas eleições para deputado estadual e federal. - São concretas as possibilidades de o PROS apoiar Tarso. A
decisão será tomada pela direção nacional do partido, que, na disputa
presidencial, já optou por Dilma. - A chapa será lançada em pré-convenção no dia 7 de junho. Vieira da Cunha - O PDT está em negociações com o PSC, que pretende indicar
Flávio José Gomes, vice-presidente da Fecomércio, para ser o companheiro
de chapa de Vieira da Cunha. - O DEM é o único partido que, até o momento, confirmou aliança
com os pedetistas. Nacionalmente, o DEM está com Aécio Neves (PSDB). - A convenção e o lançamento da chapa ocorrerão no dia 21 de
junho, em São Borja, na data em que serão lembrados os 10 anos da morte
de Leonel Brizola. Posição em relação à disputa presidencial Ana Amélia Lemos – Apoiará a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) no Rio Grande do Sul. José Ivo Sartori – Na contramão do PMDB nacional, que apoia Dilma, estará com Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco. Roberto Robaina – Estará ao lado do senador Randolfe Rodrigues (PSOL). Tarso Genro – Será o palanque da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Vieira da Cunha – Obteve aval da direção nacional do
PDT – que deverá apoiar Dilma – para abrir o palanque a candidatos de
partidos aliados. Poderá receber Pastor Everaldo (PSC) e até mesmo Aécio
Neves (PSDB), caso seja solicitado pelos aliados do DEM.